29 de março de 2011

Minhas, somente minhas escolhas

Em meu lugar, encontro-me desistente.
Já não importa mais quem sou.
Em meu lugar, estou descontente.
Pergunto-me qual valor há no amor.

O problema é o se entregar, o querer e o se dar.
Verbos que me fazem debulhar em lágrimas.
E o meu ser, a beira do precipício, insiste em voar.

Coração, prometo-lhe nunca mais te machucar.

Depois de tantas tentativas,
[todas inúteis]
depois de tanta confiança,
[palavras fúteis]
torno-me eu.
Apenas um ser, sem amor, sem classificação.
Sou um vírus sem especificação.
Divido a parte de mim machucada
com a parte que quer ser curada.
Dentre essas duas, uma foi amada.
A outra busca aprender sobre o amar.

Minha escolha será somente uma.
Não poderei mais me conter.
Em meu mundo solitário que se inunda,
é melhor escolher a que quer aprender.

Eu seria melhor sem amor, porém sem nexo.

3 Comentários:

Tainã disse...

Não é o amor que nos destrói. Nós o destruímos.

É sempre prazeroso passar por aqui, mana.

deia.s disse...

"Eu seria melhor sem amor, porém .."
Porém o melhor nem sempre nos faz melhor, certo? HA eu tinha que dizer isso :$
Eu vi antes de estar assim e admito que editado ficou mais charmoso, em todo caso mostra duas partes de você, adorei!

Parabéns, flor!

Gio, Infinitivo Perpétuo. disse...

Gostei, principalmente quando você usa rimas, acredito que é mais difícil construir textos assim, porque exige conhecer e encaixar melhor as palavras, não apenas joga-las em um texto. Sobre o texto, é meu tipo favorito de leitura, até escrevo de forma parecida. "Apenas um ser, sem amor, sem classificação. Sou um vírus sem especificação." Simplesmente incrível. Estou seguindo.

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