8 de março de 2011

Na minha morte .

Quieta em meu canto, já não tenho mais o que falar.
Não necessita-se de palavras, muito menos de sentimentos.
Tudo o que preciso é do silêncio... Este me possui.
Desde então, me aquieto e nada mais profiro.
Minhas lágrimas tornam-se acalanto.
Já não há mais motivos para saber quem sou.
O silêncio me abraça, me protege.
Em meus desafios, sou perdedora!
Não pense que descobrirá os meus problemas,
Não tente.
Desafiando - mais uma vez - o "quem sou eu", descubro-me imbecil.
Na minha loucura singela, sou criança.
Na minha insanidade discreta, sou pobre... Uma vã atriz.
Não julgue minhas palavras de forma vulgar ou sem sentido.
Aquilo que se cala dentro de mim é o que grita ao seu ouvido.
Em meu silêncio, deito-me com a morte.
Ela olha em meus olhos jurando nunca mais me deixar.

1 Comentários:

deia.s disse...

Existem várias definições para morte, certo?
Numero e grau, talvez ..
Ótima organização de idéias.

Beijo flor :)

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