5 de julho de 2011

Desconhecido

As dores parecem consumir meus ossos
E entre meus próprios estragos, estou a me procurar.
Sem ao menos tentar perceber,
Eu sei que fui arrancada de mim.

Encontro seu olhar desvairado em outras situações
Afastando-se do seu lar,
Restando somente as decepções,
Sem ao menos esclarecer porque ainda sinto tanta agonia.

Acabou!
Uma hora o mocinho se torna o bandido,
Uma hora sentimos a dor de ser partido
Despedaçada posso ainda sentir o seu adeus,
Você se foi? Acho que eu te apaguei.

Chega!
Deixe que a máscara deixe sua face,
Porque a alegria que se chega irá me trair.
Deixe que todas as mentiras despertem,
Deixe que esta dor me desarme.

Olhar seus olhos me dá medo,
Porque desconheço quem mora em seu olhar.
Olhar seus olhos me dá medo,
Eles me mostraram quem você é.

2 Comentários:

deia.s disse...

Os olhos são as janelas da alma, não é isso que dizem?
Gostei do poema - poema mesmo, né? -, tenho dificuldades em escrever coisas assim, mas você faz isso parecer bem fácil.

Senti sua dor.

JanaFerraz disse...

Me identifiquei muito com o seu blog.
Com cada detalhe, as postagens, me senti super bem recebida.
Por isso vou ficando, estou a seguir.

Também tenho um lugarzinho assim :
www.misturadinamica.blogspot.com
Ficarei contente em te receber por lá

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