26 de setembro de 2011

Bem melhor, bem ao pó.

Este é o meu coração, partido mais uma vez,
Dentro da sua própria angústia, se desfez.
Esvaziando a si mesmo, arrancando tudo que ainda o segurava.
Com tantas tentativas, fez-se sofrer, fez morrer aquilo que amava,
Não, não tente entender, ele quer pulsar sozinho,
Não, não tente entender, ele não precisa de pena.

Tudo foi modificado, em meio ao seu desejo inerte,
Sem medo de ser culpado, esfacelado nas mentiras que contou,
Com dor foi arrastado, cortado e estragado pelo amor.
E na incerteza, foi infeliz, não queria quem mais o quis,
E desfez os tratos que fez pra si mesmo, revelando seu segredo,
Quis chorar, quis partir.

Mas você não estava ali, quando pensei em me jogar,
Fiz de você um fácil alvo de afastar, de tomar e retornar,
Meu coração é seu desalento, desabitado, vazio e frio
E vejo agora que me contento em tê-lo por um fio.

Não, nunca quis aquilo que pedi pra você, nunca,
Nem se quer sei se tive tudo o que pensei que teria,
Mas mesmo longe, permaneço aqui bem fria,
Porque sozinha posso suportar os sentimentos que virão,
Porque sozinha vou continuar a pisar no meu próprio chão.

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