9 de outubro de 2011

Martírio pelo tempo .

De minha história és o majestoso pioneiro,
Com o movimento contínuo dos seus ponteiros,
Atenuando as dores quotidianas...
Conserva, revela e substitui
O que momentaneamente não flui
Com sua analogia as sensações humanas!


Desperta-me para uma realidade infundada
Me faz temer um amanhã não previsto
Me dá um medo em pensar que fiquei distraída
E me perdi no seu imprevisto
Fazendo de mim apenas uma inexperiente
Deixando meu sorriso menos contente
Afetando meu coração tão machucado


Imponderabilíssimo segundo inacabado...
Também torna a saudade um fardo,
Por ampliar esse doloroso sentimento...
Tornando a falta, FALTA;
Transformando a ausência em AUSÊNCIA...
Em todas as notas do vagaroso instrumento.


Mas quando passas me olhas nos olhos
Desfazendo meus planos de fugir de você
Assim também faz com as feridas,
Que se curam ao te ver.
Eis que é o dono da minha vida,
Ora vejo a sua hora, ora em hora eu vejo você.


Trás consigo todos os minutos tolos,
Fadados a abrir os inúmeros rolos
Que minha pele obnubilada quer ignorar
Separações, tragédias e finais...
Se perderem entre as suas vogais,
Fazendo sua consoante chorar!


E minhas lágrimas já não pedem tempo
Elas preferem se mostrar da forma mais dolorosa
E você olhando nos meus olhos me afronta
Porque sei que nunca vou estar pronta pra te pedir mais tempo
E meu coração tão desatento, já sabe que você passou
E por mais que eu peça pra você agir,
Ainda mais sinto em mim essa imensa dor.


Lágrimas secas pelas horas passadas
Girando em torno de um infinitivo perpétuo
Abstrato ao seu pretérito imperfeito
E todas as outras coisas que nos obrigam estudar
Não finda, não cessa e não pausa
Existe a eternidade em nossos corações!


Segundos, minutos, horas e dias
Seus afazeres são vagos e suas vozes são frias!
Sou o ponto final dos argumentos
Entre o eterno escrever!



(S. L. Schiapim e Luara Potiguara)

0 Comentários:

Postar um comentário