20 de junho de 2012

Sete chaves .

Ela lembrava o quanto era bom estar com ele, olhando nos olhos dele e ouvindo-o tocar músicas que nunca eram cantadas sem motivos, mas sim, direcionadas a ela, mesmo que fossem músicas bobas, como um simples som saído daquele violão tão querido e que estava há pouco tempo nas mãos do homem que ela julgava ter para vida toda. Lembrou-se de quantas vezes ela o filmava tocando músicas, olhando para o nada, e então balançava a cabeça de um lado por outro e começava a rir, diminuindo aqueles olhos que já eram pequenos, escondendo o castanho que iluminava o coração dela, fazendo as borboletas voarem intensamente. Ela se sentou na ponta da cama, e começou a recordar dos dias que ia buscá-lo do trabalho, e levava até em casa, e ele conversava sobre muitas coisas, ficava afoito, e colocava defeitos na forma que ela dirigia, mas no fundo, ele sabia que o nervosismo era de tê-lo ali, tão perto. Ele sorria quando ela contava a piada mais ridícula, ou abraçava ela e beijava tão intensamente, que ela podia sentir agora os braços dele em volta da cintura, e os braços pareciam juramentos de nunca mais abandoná-la. Ela lembra dos jogos que faziam, sempre disfarçando o que sentiam, mas a cada palavra ou momento de ciúmes, todos viam, todos desconfiavam dos desejos e segredos que os dois guardavam a sete chaves. Ontem, ele a pertencia. Hoje, ele deixou uma saudade que chega a rasgar o coração dessa pequena menina e grande mulher.

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