26 de julho de 2012

Convulsões .

Ando cansada de me doar demais, fazer de tudo para cada momento valer a pena, sem ao menos entender como funcionaria se eu deixasse apenas fluir. Nesse desejo insano de "Eu quero ser feliz", acabo esquecendo que o amor não cobra esforços, não cobra dois corpos forçados a viverem juntos, dormindo na mesma cama e sendo infelizes para sempre, mas o amor se baseia em apenar 'doar', é a palavra mais certa, DOAR. Enquanto vejo casais felizes quando estão nas ruas e reencontram velhos amigos, olho novamente e vejo o marido paquerando alguma mulher nova na cidade, e a mulher se afogando em um vidro de uísque enquanto acredita que o seu 'príncipe encantado' está trabalhando para dar o que há de melhor para ela silenciar durante a noite. Ando cansada de acreditar em 'finais felizes' e estou buscando acreditar em 'finais reais', onde há brigas, discussões com gritos, choros, bebidas e mesmo assim há um entendimento fora do comum entre as duas pessoas que se amam. Ando cansada de parar e acreditar que existe uma ação do 'pra sempre', e estou começando a acreditar que temos que viver o durante, sem medo de sermos pré-julgados por alguém que nem sequer conheceu a felicidade. Passei a levar em consideração um sorriso dado depois de um beijo, e um olhar de adeus, mesmo dizendo que quer ficar, e por medo de perder não fica. E aceitar que relacionamentos a distância devem ser rompidos, mesmo que não exista uma recíproca do que é amor. Quero parar de pensar que um dia vou olhar pra tudo o que vivi e dizer: "Valeu a pena", porque não vale a pena sofrer, e depois fazer disso uma lição. Lição é aprender com os nossos erros, sem machucar ninguém, nem a si mesmo. Lição é parar e acreditar que se eu olhar pra trás, ver um erro e chorar, não é porque não amadureci, mas porque doeu e me forçou a esquecê-lo por um momento, mas não que isso me fez mudar e fazer da vida um arco-íris em preto e branco. Eu quero assumir meu egoísmo de querer alguém só pra mim, e não ficar pensando que isso vai me fazer menos mulher. Eu quero parar, olhar no espelho e dizer 'eu sou gostosa' e não por uma elevação de auto-estima, mas por achar que eu mereço me elogiar todos os dias. Eu ando cansada de pessoas que se escondem, quero viver um pouco mais com pessoas que não têm medo de mostrar o que realmente são. Prefiro ser uma mulher que vai chocar, do que um robô em aprendizado de palavras que devem ser sentidas, e não faladas.

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