15 de agosto de 2012

Ela princesa, e ele tão seu.

Ela esteve todo o tempo esperando que seu coração fosse domado por um cavalheiro de armadura prata que viesse de longe, quase criado pela linha do horizonte, montado num cavalo branco com uma espada feita de diamante. Seus olhos brilhavam diante dos livros de contos de fadas que lia, mesmo no auge dos seus 22 anos, ela ainda acreditava que existia um príncipe para cada menina que esperava por alguém especial, e por medo, não se envolvia com ninguém, para não perder a entrada triunfal do seu príncipe excelentíssimo dono do horizonte e desde sempre do seu coração. Via em seus livros preferidos, uma história que seria sua, sem adormecer, sem ser presa num castelo e sem precisar morar com anões, ela apenas acreditava que haveria um amor tão arrebatador que apenas o tempo poderia trazê-lo. Ela acreditava em príncipes medievais, por acreditar, ou por medo de saber que a realidade não mandaria nenhum príncipe para ela. Sua crença de que o horizonte guardava um amor tão utopicamente doloroso, a tornava tão incomum que existiam àqueles que queriam ser príncipes dela, mas seu coração batia apenas por um, aquele que seu coração guarda em cada pulsar, e seu segredo estará seguro ali, embaixo do seu travesseiro, num diário que parecia infantil. Seu príncipe existe, mesmo que todos estejam querendo fazê-la desacreditar em sonhos, ela sabia que ele a pertencia. Ela sabia por que sabia, e não porque alguém havia contado. Ela sentia que aquele que faz seu coração disparar, mãos suarem e as borboletas voarem tão velozmente em seu estômago, seria o príncipe que ela amaria para a vida toda. Ela acreditava nele, porque sabia que o amor verdadeiro se sente com o coração e não com o pensamento alheio. 

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