13 de agosto de 2012

Pânico em síndrome .

Os olhos não sabem pra onde devem se direcionar, e o coração pulsa descontrolado, o medo toma conta do meu ser e já não consigo conter essa vontade de ir atrás de todas as coisas que me deixam apreensiva. Meu estômago está retraído, e minhas mãos tremem, eu não sei o que estou sentindo, mas meu coração bate com medo. Ponho-me em posição fetal, como se minhas pernas diminuíssem o som de medo que meu coração faz. O telefone toca, meu desespero aumenta, algo ruim vai acontecer. Não é ninguém importante no telefone, mas meu coração fica apertado, com medo de cada passo que será dado pelas pessoas que estão perto de mim. Medo, eu posso sentir, é aterrorizante. Me sinto fechada numa caixa sem saída ou entrada pra ar, e não há quem escute meus gritos implorando por socorro e que tudo isso acabe. Eu sinto medo. Eu sinto muito medo.