6 de setembro de 2012

Renúncia .

São gestos silenciosos, entrelaçados ao ato de se perder.
O medo nos olhos, junto com o desejo, com o querer,
Em chamas se condenam, por medo de uma entrega,
Em rios afogam o desejo, a lembrança agora em névoa.

Abdicando de um sentimento tão forte, tão único
Em um infame receio de se entregar,
Em um estranho querer e se negar.
Uma negação de si mesmo, para caminhar numa nova rota.

Uma aflição que me causa dor,
Neste momento tão decisivo, tão único, tão meu
Pareço estar presa com leões,
Inibindo um desejo de me jogar.

Renunciando quem realmente sou,
Por medo de enfrentar a mim mesma,
Por medo de ter que apagar lembranças,
Entrando de olhos fechados numa mudança.
Causando em mim uma dor que não quis.

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